Autenticidade.

É muito importante a recordação da autenticidade de minhas ações, é contagiante a alegria de saber que o meu “eu” é inteiro. É fascinante a percepção de que caminhar entre barcos, junto ao mar, é o mesmo caminhar aqui, ou nos Açores, ou na Croácia. Porque “o quê” ou “quem” se aproxima do mar sou eu. O mesmo “eu” de todos os momentos, seja em 2007, 2008 ou 2018. Sou eu. Inteira de mim. Não notas que tu és tu, sempre? Que lindeza, menina! Foi este meu eu “quem” se aproximou do mar, do mesmo modo, do mesmo mar. Atlântico. Quantos sentidos bons… do bem… queridos.

“Mudar dá medo”.

“Mudar dá medo”, disse-me uma doce amiga. Sinto o medo que senti ao me deparar com a véspera de minha viagem aos Açores. Que susto tomei quando vi que era real, que meus esforços haviam se concretizado e que eu iria, de fato, viajar para tão longe. Lugar lindo, porém, em que ninguém seria conhecido ou íntimo. Naquela noite eu me preparei para dormir, ainda morava com meus pais, em, salvo engano, início de outubro de 2007. De repente o susto bateu e a interrogação pareceu uma certeza difícil: eu havia conseguido? sim, e viajaria em poucos dias. Não consegui dormir. Coloquei uma mochila nas costas, avisei que iria sair e fui à procura de colo de quem, à época, era meu doce namorado. Chorei, de soluçar, até dormir. Fazer o quê? Há horas em que o melhor a fazer é chorar e dormir. Em contrapartida, não há que se desistir de um belo salto, mesmo com imenso medo, sobretudo com tanta segurança rodeando os passos e voos. Naquele mês de outubro, quando cheguei aos Açores e pude fazer os primeiros passeios, vi o lugar mais lindo do mundo. Vi o lugar querido e aconchegante para estudar e concentrar minha vontade de aprender. Mudar dá medo, sim. Não há facilidades em realizar mudanças, especialmente quando se está a fazer algo pela primeira vez. Cada passo é sentido com apreensão. Contudo, cada grande conquista, do porvir, é vivenciada com imensa alegria e orgulho. “Passou, venci, e sinto o sol querido, como o dos amanheceres açorianos”: direi em 2018.

Renascerá.

Em 2017 iniciei um processo interno de reconstrução. É duro construir coisas, um pouco mais difícil é reconstruir; construir mais uma vez. Nada impossível, embora tenha parecido por diversas vezes, e ainda continue parecendo. Contudo, 2018 chegará em poucos dias. Ano parecido com 1982, há 35 anos. Três números em comum, o que me soa bem, embora em nada conheça de números, numerologia ou consequências de perspectivas numéricas. Após a reconstrução, renascerá.

Escrever?

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Em um instante, entre o dever da escrita e a chegada da inspiração, eis que recorro ao imenso mundo, ilimitado, procurando pelo óbvio, como se já não soubesse que, assim como o amor, a inspiração da escrita chega requerendo atenção, quase dengosa e egoísta. Como um amor, a escrita precisa sentir-se necessária, querida. Ainda não… Busco, em “voz alta”, por “inspiração para escrever”, como um silente recurso, endereçando a quaisquer “alguéns”, online. E espero por ecos aparentemente autônomos. Entre muitos, fez bem o que sinalizou dez possíveis fontes: ter um caderno de escrita, sair da rotina, observar pessoas, ler, ler e ler, ver um filme, fazer exercício físico, buscar inspirações em colegas, citações, ouvir música, passear ao ar livre e acessar a internet. Bem…